domingo, 18 de setembro de 2011

Biografia de Ziraldo

(Caratinga, 24 de outubro de 1932) é um cartunista, chargista, pintor, dramaturgo, caricaturista, escritor, cronista, desenhista e jornalista brasileiro. É o criador de personagens famosos, como o Menino Maluquinho, e, atualmente, um dos mais conhecidos e aclamados escritores infantis do Brasil.Vida
Ziraldo Alves Pinto passou toda a infância em Caratinga. É irmão do também desenhista, cartunista, jornalista e escritor Zélio Alves Pinto e também de Ziralzi Alves Pinto, seu grande amigo. Estudou dois anos no Rio de Janeiro e voltou a Caratinga, tendo concluído o módulo científico (atual ensino médio). Formou-se em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1957. Seu talento no desenho já se manifestava desde essa época, tendo publicado um desenho no jornal Folha de Minas com apenas seis anos de idade.
Começou a trabalhar no Jornal Folha de Minas, de Belo Horizonte, em 1954, com uma coluna dedicada ao humor. Ganhou notoriedade nacional ao se estabelecer na revista O Cruzeiro em 1957 e posteriormente no Jornal do Brasil, em 1963. Seus personagens (entre eles Jeremias, o Bom; a Supermãe e o Mirinho) conquistaram os leitores.
Em 1960, lançou a primeira revista em quadrinhos brasileira feita por um só autor, Turma do Pererê, que também foi a primeira história em quadrinhos a cores totalmente produzida no Brasil. Embora tenha alcançado uma das maiores tiragens da época, Turma do Pererê foi cancelada em 1964, logo após o início do regime militar no Brasil. Nos anos 70, a Editora Abril relançou a revista, desta vez, porém, sem o sucesso inicial.

Caricatura de Ziraldo.
Em 1969, Ziraldo recebeu o "Nobel" Internacional de Humor no 32º Salão Internacional de Caricaturas de Bruxelas e também o prêmio Merghantealler, principal premiação da imprensa livre da América Latina.
Foi fundador e posteriormente diretor do periódico O Pasquim, tabloide de oposição ao regime militar, uma das prováveis razões de sua prisão, ocorrida um dia após a promulgação do AI-5.
Em 1980, lançou o livro "O Menino Maluquinho", seu maior sucesso editorial, o qual foi mais tarde adaptado na televisão e no cinema.
Incansável, Ziraldo ainda hoje colabora em diversas publicações, e está sempre envolvido em novas iniciativas. Uma das mais recentes foi a "Revista Bundas", uma publicação de humor sobre o cotidiano que faz uma brincadeira com a revista "Caras", esta, voltada para o dia-a-dia de festas e ostentação da elite brasileira. Ziraldo foi também o fundador da revista "A Palavra" em 1999.
Ilustrações de Ziraldo já figuraram em publicações internacionais como as revistas Private Eye da Inglaterra, Plexus da França e Mad, dos Estados Unidos.
Ziraldo é pai da cineasta Daniela Thomas e do compositor Antonio Pinto. Desde o ano de 2000 participa da "Oficina do Texto", maior iniciativa de coautoria de livros do Mundo, Criada por Samuel Ferrari Lago então diretor do Portal Educacional, onde já ilustrou histórias que ganharam textos de alunos de escolas do Brasil todo, totalizando aproximadamente 1 milhão de diferentes obras editadas em coautoria com igual número de crianças.

Prêmios

Em 09 de dezembro de 2008, Ziraldo foi agraciado com o VI Prêmio Ibero-americano de Humor Gráfico Quevedos.[1]
O prêmio foi atribuído pela "qualidade e importância de sua obra", "seu compromisso social" e sua "difusão e grande repercussão internacional" e homenageia a trajetória profissional de cartunistas espanhóis e ibero-americanos cuja obra se destaque pelo significado social e artístico

 Polêmicas

Uma cartilha chamada O Olho do Consumidor[2] produzida pelo Ministério da Agricultura, com arte do Ziraldo, para divulgar a criação do Selo do Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica - SISORG, que pretendia padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos, orientando o consumidor na sua escolha de alimentos realmente orgânicos, teria sido vítima de um mandado de segurança a pedido da multinacional Monsanto.[3] Essa informação, veiculada livremente pela internet, nunca foi confirmada por nenhum dos envolvidos, mas apesar de a cartilha aparecer nos arquivos do Ministério,[4] nem "Ziraldo", nem "SISORG", nem "Olho do Consumidor" retornam resultado na busca interna do site.
Em 5 de abril de 2008, Ziraldo — e mais vinte jornalistas que foram perseguidos durante os anos de chumbo — teve seu processo de anistia aprovado pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, e foi indenizado em mais de R$ 1 milhão, além de receber uma pensão vitalícia de R$ 4.375,88.[5] Ele e o cartunista Jaguar receberam as maiores indenizações.[6] À época, Ziraldo afirmou que "o Brasil lhe devia" tal indenização, declarando: "Eu quero que morra quem está me criticando. Porque é tudo cagão e não botou o dedo na seringa. Enquanto eu estava xingando o Figueiredo e fazendo charge contra todo mundo, eles estavam servindo à ditadura e tomando cafezinho com o Golbery. Então, qualquer crítica que se fizer em relação ao que está acontecendo conosco eu estou me lixando".[5] O episódio foi comentado por seu antigo colega Millôr Fernandes, que se negou a exigir indenização, questionando: "Quer dizer que aquilo não era ideologia, era investimento?".[7]
Em 27 de setembro de 2008, os cartunistas Paulo Caruso e Chico Caruso deram uma entrevista ao jornalista Alex Solnik, declarando: "Ziraldo é mau-caráter" e "Ele não paga ninguém. Ele dá trambique. Ele tira emprego dos outros. Atropela." Chico Caruso ainda afirmou: "É sempre um miserável. É isso que ele é. Não só financeiramente como de caráter também."[8]
Em fevereiro de 2010, o advogado de Ziraldo tentou aumentar o valor da prestação mensal da pensão vitalícia recebida por ele para R$ 19.432,91, alegando que a soma de R$ 4.375,88 era compatível apenas com a função de jornalista, e não com as funções de direção de arte e até de presidência de jornal que o cartunista chegou a exercer. A Justiça Federal negou o pedido.[9]
Em 31 de março de 2011, Ziraldo, seu irmão Zélio Alves Pinto e mais 9 pessoas foram condenados por improbidade administrativa na realização, em 2003, do primeiro Festival Internacional do Humor Gráfico das Cataratas do Iguaçu (Festhumor) e no “Fantur - Iguassu dê uma volta por aqui”, em ação movida em 2006 pelo Ministério Público Federal. A ação relata que o dinheiro público municipal e federal foi mal utilizado porque, segundo a sentença, para o primeiro Festhumor, houve contratações sem licitação e pagamentos em duplicidade, que corresponde a remuneração dupla pelo serviço prestado uma vez. O processo relata ainda desvio de verba no Fantur, que foi uma ação promovida pela Secretaria de Turismo de Foz do Iguaçu para levar jornalistas e cartunistas para cidade, com todas as despesas custeadas pela prefeitura. Os réus podem recorrer da decisão.[10]

Curiosidades


  • Ziraldo foi um dos fundadores da Banda de Ipanema
  • No carnaval de 2003, foi tema da escola de samba paulistana Nenê de Vila Matilde
  • Seu nome vem da combinação dos nomes de sua mãe, Zizinha com o de seu pai Geraldo: assim surgiu o Zi-raldo, um nome único.[11]
  • Ziraldo apresentou um programa de entrevistas de fim-de-noite antes de Jô Soares. Em 1982, dirigido por Maurício Sherman, Ziraldo comandava o programa Etc., na TV Bandeirantes, depois das 23h. Durou apenas um ano, mas fez história com a primeira longa entrevista de Dom Hélder Câmara sobre a ditadura.
  • Muitas vezes Ziraldo colabora com projetos sociais de cunho educacional e mesmo causas ambientais, como por exemplo a criação da logomarca da RPPN Rio das Lontras, uma Reserva Particular do Patrimônio Natural próxima a Florianópolis, Santa Catarina.

 Algumas obras e criações

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ziraldo

Biografia de Ruth Rocha

Ruth Machado Lousada Rocha (São Paulo, 2 de março de 1931) é uma escritora brasileira de livros infantis.
É membro da Academia Paulista de Letras desde 25 de outubro de 2007, ocupando a cadeira 38[1]. Formou-se em sociologia política e começou a trabalhar como orientadora educacional no Colégio Rio BrancoTrabalhos
Em 1967, Ruth Rocha começou a escrever artigos sobre educação para várias revistas. Escreveu artigos sobre educação na Revista Cláudia. Em 1976, publicou seu primeiro livro, Palavras Muitas Palavras.
Sua obra mais conhecida é Marcelo, Marmelo, Martelo, que já vendeu mais de um milhão de livros. Hoje, tem mais de 130 títulos publicados, com traduções de 25 idiomas.
Lançou livros no Parlamento Brasileiro e na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque.

 Homenagens e prêmios

Em 1998 foi condecorada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso com a Comenda da Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura, além disso, ganhou outros prêmios. Em 2002 foi escolhida como membro do PEN CLUB – Associação Mundial de Escritores no Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, com o seu livro Escrever e Criar, recebeu o prêmio Jabuti. Besta

 Vida pública

Em artigo publicado no Jornal O Globo [2], Ruth Rocha declarou não autorizar a inclusão de seu nome num manifesto a favor da candidata Dilma Roussef que foi publicado pélo partido. Manifestou-se contra a candidata do PT e determinou a retirada imediata de seu nome do manifesto.

 Vida pessoal

Filha dos cariocas Álvaro de Faria Machado, médico, e Esther de Sampaio Machado, tem quatro irmãos, Rilda, Álvaro, Eliana e Alexandre.

Principais obras infantis

  • Marcelo, Marmelo, Martelo
  • Catapimba
  • Meus Lápis de Cor São Só Meus
  • Meu Irmãozinho Me Atrapalha
  • A Menina que Não Era Maluquinha
  • O Menino que Quase Virou Cachorro
  • Borba, o Gato
  • Escolinha do Mar
  • Faz Muito Tempo
  • O Que os Olhos Não Vêem
  • Procurando Firme
  • Gabriela e a Titia
  • Pra Vencer Certas Pessoas
  • Historinhas Malcriadas
  • A Arca de Noé
  • As Coisas que a Gente Fala
  • Bom Dia, Todas as Cores!
  • Como se Fosse Dinheiro
  • Davi Ataca ao Outra Vez
  • Este Admirável Mundo Louco
  • Faca Sem Ponta Galinha Sem Pé

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Ruth_Rocha